Nr-01: Como mapear e medir riscos ocupacionais em 2026
No cenário atual das empresas brasileiras, mapear e medir riscos ocupacionais não é mais simplesmente uma exigência legal ou formalidade do setor de segurança do trabalho. Os dados demonstram que essa prática está diretamente ligada à saúde de toda a organização, impactando resultados financeiros, clima interno e reputação.
Segundo relatórios do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2024, o Brasil chegou a mais de 724 mil acidentes de trabalho, e essa tendência vem em curva ascendente desde 2021. Entender como a NR-01 (Norma Regulamentadora n.º 1) direciona os processos de avaliação e controle dos riscos ocupacionais nunca foi tão relevante.
O papel da nr-01 na gestão de riscos em 2026
A NR-01 define as diretrizes para a gestão de saúde e segurança ocupacional no Brasil. Para empresas que desejam se adequar às legislações recentes e evitar passivos, precisaram revisar seus processos. A partir da publicação da mensuração anual e semestral obrigatória dos riscos e da necessidade de elaboração do Inventário de Riscos Ocupacionais, o controle deixou de ser pontual e passou a exigir sistemas dinâmicos e precisos.
Gestão contínua de riscos, não apenas documentos para auditoria.
As empresas perceberam que o mapeamento deixou de ser uma etapa inicial e se tornou rotina permanente. Plataformas especializadas, como a oferecida pela Sandora, desempenham papel central nessa transformação ao automatizar registros e atualizações, garantindo informações confiáveis e em tempo real.
Por que mapear riscos é ainda mais importante hoje?
Entre 2011 e 2021, houve redução de quase 26% nos acidentes de trabalho, mas os desafios persistem. Só em 2023, foram 2.888 acidentes fatais registrados, concentrando-se nas áreas de construção e transporte, com causas como quedas, soterramentos, choques e fadiga (dados do eSocial). Em 2025, o aumento chegou a quase 9% no primeiro semestre (dados do Ministério do Trabalho e Emprego).
Assim, cresce a pressão não só por conformidade legal, mas também por ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e atrativos. Mapeamento e mensuração eficazes de riscos podem salvar vidas e proteger a sustentabilidade dos negócios.
Entenda o conceito de risco ocupacional
Antes de mensurar, é preciso entender: risco ocupacional está presente em qualquer atividade laboral e resulta da combinação entre a possibilidade de exposição e a gravidade do dano potencial. Os riscos podem ser:
- Físicos (ruído, calor, radiações, pressão, vibração);
- Químicos (vapores, poeiras, gases);
- Biológicos (vírus, bactérias, fungos);
- Ergonômicos (postura inadequada, repetitividade, ritmo acelerado);
- Psicossociais (assédio, pressão, stress, carga mental elevada);
Na prática, todas essas categorias têm potencial para gerar acidentes, doenças ocupacionais e afastamentos, trazendo impactos financeiros e sociais.
Como mapear riscos ocupacionais segundo a NR-01
O processo de mapeamento eficiente segue etapas bem definidas, todas interligadas para garantir precisão:
- Reconhecimento dos perigos: Identificação detalhada de tudo que pode causar dano ao trabalhador em cada atividade, ambiente ou operação.
- Avaliação das exposições: Análise de quem está exposto, por quanto tempo e em que condições.
- Classificação dos riscos encontrados: Agrupamento dos riscos conforme sua natureza (físicos, químicos, biológicos, etc.).
- Registro no Inventário de Riscos: Formalização em registro digital, centralizando histórico e facilitando atualizações.
Plataformas como a Sandora trouxeram tecnologia para realizar essa coleta automaticamente, incorporando inteligência artificial para analisar grandes volumes de dados e apontar fatores de risco emergentes.
Como medir riscos ocupacionais: metodologias atuais
Medir riscos vai além de preencher formulários. Sandora, inclusive, defende e aplica práticas bem aceitas pela comunidade internacional e recomendadas pelas normas, que envolvem:
- Mensuração quantitativa: Utiliza equipamentos e instrumentos para registrar valores numéricos, como níveis de ruído, concentração de substâncias químicas no ar, presença de agentes biológicos, etc.
- Análise qualitativa: Baseada em observação, entrevistas e análise documental para dimensionar aspectos ergonômicos e psicossociais, ainda que subjetivos.
- Modelos de Matriz de Risco: Cruzamento entre a probabilidade do evento danoso e a gravidade do dano, formando uma escala visual que facilita definição de prioridades.
- Monitoramento contínuo: Coleta e registro automáticos, em tempo real, para identificar tendências e antecipar problemas.

Principais pontos de atenção na mensuração
A interpretação dos dados deve ser feita por profissionais habilitados em SST, garantindo precisão nos laudos e planos de ação. Automatizar a coleta ajuda, mas olhar qualificado ainda é indispensável. Um erro comum é confiar apenas em avaliações superficiais ou desatualizadas, como detalhado no artigo sobre os cinco erros que causam autuações durante a medição.
Inovação: riscos psicossociais ganham destaque
No contexto moderno, não basta olhar só para riscos clássicos. Desde a publicação da mensuração dos riscos psicossociais na NR-1, questões como assédio, burnout e estresse passaram a ser tratadas com metodologia própria e relatórios auditáveis, inclusive por meio de canais anônimos e seguros para denúncias e triagem, incorporados aos sistemas automatizados, como os da Sandora.
Esses dados são fundamentais para a elaboração de políticas institucionais e treinamentos direcionados, contribuindo para um clima organizacional mais seguro e transparente.

Como preparar a equipe para mapear e medir riscos?
A preparação dos colaboradores é decisiva para o sucesso do processo. Segundo orientações do conteúdo sobre como preparar a equipe para mensuração NR-01, recomenda-se:
- Treinar constantemente todos os envolvidos sobre atualização das normas e novo Inventário;
- Personalizar treinamentos para as funções de maior risco e implantar cultura preventiva;
- Utilizar simuladores e casos reais nas capacitações para engajamento;
- Fomentar canal de comunicação seguro entre colaboradores e gestão.
Essas práticas fortalecem a participação dos trabalhadores, garantindo que os dados coletados reflitam a realidade e sejam usados para melhorias contínuas.
Principais desafios e superação
Empresas frequentemente enfrentam obstáculos ao implantar novas rotinas da NR-01, como resistência à mudança e dificuldade para centralizar as informações, conforme aponta o artigo sobre os desafios na implantação da mensuração NR-01.
Adotar sistemas automatizados e centralizados, como os da Sandora, tem mostrado que é possível superar essas barreiras com mais agilidade e transparência.
A tecnologia reduz erros e acelera decisões.
Outro desafio está no acompanhamento periódico dos indicadores. Não basta mapear uma vez ao ano. O acompanhamento contínuo, com relatórios auditáveis e canais de denúncia, fecha o ciclo de prevenção e resposta rápida.
Conclusão: proteger vidas e negócios exige ação agora
O aumento dos acidentes revela que nenhum setor está imune. Mapear e mensurar riscos de forma automatizada, como propõe a Sandora, prepara as empresas não só para cumprir a legislação, mas também para valorizar as pessoas e prosperar com segurança.
A Sandora convida gestores, profissionais de RH e de segurança a realizarem um diagnóstico gratuito e conhecerem soluções digitais que transformam o jeito de perceber, medir e mitigar riscos ocupacionais. Comece agora a proteger vidas e fortalecer sua empresa para os desafios de 2026.
Perguntas frequentes sobre riscos ocupacionais e NR-01
O que é risco ocupacional?
Risco ocupacional é a possibilidade de um trabalhador sofrer algum dano à saúde devido à exposição a perigos presentes no ambiente de trabalho. Esses riscos podem ser físicos, químicos, biológicos, ergonômicos ou psicossociais, e variam conforme a atividade exercida.
Como mapear riscos ocupacionais na empresa?
O mapeamento deve começar pela identificação detalhada de todos os perigos associados a tarefas e ambientes. É importante envolver os trabalhadores na observação do dia a dia e documentar achados em um Inventário de Riscos. Sistemas automatizados, treinamentos e reuniões periódicas ajudam a manter o registro sempre atualizado.
Quais são os principais riscos ocupacionais?
Entre os principais riscos ocupacionais estão os físicos (ruído, calor, radiação), químicos (exposição a substâncias nocivas), biológicos (vírus, bactérias), ergonômicos (posturas inadequadas, repetição) e psicossociais (pressão, assédio, estresse). Cada empresa terá uma combinação específica, a depender das atividades desenvolvidas.
Como medir riscos ocupacionais corretamente?
Medir corretamente envolve usar instrumentos adequados para avaliar quantitativamente – como dosímetros para ruído ou aparelhos para medir partículas no ar – e métodos qualitativos, como entrevistas e observação para riscos psicossociais. Os resultados devem ser documentados por profissionais capacitados e revisados periodicamente.
Quais ferramentas usar para avaliar riscos?
Ferramentas digitais integradas são cada vez mais recomendadas, pois centralizam dados, geram relatórios automáticos e facilitam o monitoramento contínuo. Técnicas como matriz de risco, checklists inteligentes e canais de denúncia online aumentam a precisão e aceleram respostas a situações de perigo.
