Gestor analisa indicadores de saúde mental em painel com equipe ao fundo

Gestão de saúde mental: quais indicadores acompanhar na empresa

A saúde mental dos colaboradores ocupa cada vez mais espaço nas discussões sobre ambiente corporativo. Empresas notam que fatores emocionais interferem na motivação, na criatividade e até na capacidade de inovar. Por isso, a gestão de saúde mental sai do papel de “benefício” e passa a ser prioridade. Mas como saber se as ações realmente funcionam? O primeiro passo está na escolha dos indicadores certos.

Por que medir a saúde mental no ambiente empresarial?

É comum imaginar que sintomas como ansiedade ou esgotamento não podem ser acompanhados por números. No entanto, especialistas apontam que acompanhar indicadores de saúde mental é possível, necessário e faz a diferença na prevenção de riscos psicossociais.

Além disso, legislações como a Lei 14.457/22 e normas como a NR-1 destacam a responsabilidade das empresas em mapear riscos psicossociais. Desse modo, a ausência de controles pode resultar em sanções e passivos trabalhistas. Ferramentas como as da Sandora surgem para tornar esse acompanhamento automático e auditável.

Principais indicadores para acompanhar

Os indicadores de saúde mental vão além do que se imagina. Eles mostram onde estão os desafios e colaboram na tomada de decisões. O levantamento feito pela Sandora com clientes em diversos setores mostra que os seguintes pontos são sempre relevantes:

  • Absenteísmo e presenteísmo
  • Índice de afastamentos por motivos psicológicos
  • Duração média dos afastamentos
  • Turnover
  • Uso do canal de denúncias para relatos emocionais
  • Participação em treinamentos sobre bem-estar
  • Satisfação com o clima organizacional
  • Realização de avaliações periódicas de risco psicossocial
  • Número de encaminhamentos para apoio psicológico

Cada métrica merece uma análise própria. Um número isolado não traz um diagnóstico completo, mas compor tabelas e cruzar dados ajuda a traçar estratégias mais acertadas.

Absenteísmo e presenteísmo

O absenteísmo, ou seja, as ausências injustificadas dos colaboradores, nenhuma empresa deseja. Por outro lado, presenteísmo, quando alguém comparece, mas não desempenha bem suas funções, pode ser ainda mais difícil de identificar. Os dois, no entanto, sinalizam possíveis dificuldades emocionais.

Ficar no trabalho sem conseguir render é um pedido discreto de ajuda.

Além de acompanhar os percentuais, é interessante analisar os padrões: setores com índices mais altos podem revelar ambientes mais tóxicos ou sobrecarga.

Afastamentos e duração média

Quando os afastamentos por questões psicológicas passam da média do setor, um alerta se acende. É útil analisar também a duração dessas ausências. Afastamentos mais longos indicam quadros graves, talvez frutos de omissão na gestão prévia.

Turnover e rotatividade

Troca frequente de pessoal? Não dá para olhar apenas para fatores financeiros. É preciso cruzar o turnover com ausências, denúncias e satisfação no clima, para entender se essa movimentação é reflexo de um ambiente pouco saudável.

Uso do canal de denúncias

Ferramentas anônimas, como o canal de denúncias presente na Sandora, permitem identificar padrões de queixas e traçar planos de ação. Volume alto de relatos sobre assédio, discriminação ou pressão são sintomas de ambientes que precisam de atenção imediata.

Neste contexto, conhecer os principais desafios sobre saúde mental no trabalho pode ajudar a complementar a análise.

Como medir indicadores psicossociais?

Dados quantitativos são importantes, mas a gestão de saúde mental se fortalece com medição qualitativa também. Ferramentas automatizadas, como as integradas à plataforma da Sandora, compilam indicadores, realizam pesquisas internas e monitoram canais de denúncia de modo transparente e ético.

Equipe de RH avaliando gráficos sobre saúde mental juntos em mesa

Alguns métodos de coleta e mensuração incluem:

  • Pesquisas de clima organizacional online e sigilosas
  • Inventários de risco psicossocial automatizados
  • Relatórios de uso dos canais de atendimento psicológico
  • Feedbacks em treinamentos de saúde mental
  • Análise do histórico de rotatividade e ausência

Integrar todas essas métricas em um painel único economiza tempo e previne falhas humanas na coleta dos dados.

O papel das lideranças na gestão dos indicadores

Os líderes de equipe têm papel fundamental ao transformar números em ação. Acompanhar relatórios sem agir de nada adianta. É recomendado que supervisores participem dos treinamentos de gestão emocional e estejam preparados para conduzir conversas difíceis, apoiados por dados sólidos.

Quando a liderança utiliza indicadores, pode negociar mudanças de escala, sugerir ajustes no ambiente físico ou acionar o RH para intervir antes que algo se torne crise.

Gestores conversando com equipe sobre saúde mental

Essa aproximação contribui para um clima mais aberto e saudável. O apoio das ferramentas certas remove o peso da subjetividade e protege todos os lados.

Como transformar os dados em melhorias reais?

Ter números e relatórios é só parte do caminho. O impacto se materializa quando a empresa cria planos de ação. Algumas medidas são bem avaliadas no segmento corporativo:

  • Implementar programas de apoio psicológico, com canais sigilosos e atendimento rápido
  • Aumentar treinamentos sobre saúde emocional e respeito no ambiente
  • Desenvolver campanhas de prevenção e sensibilização, focadas em temas identificados nas medições
  • Criar espaços de escuta ativa e grupos de apoio
  • Monitorar a evolução dos indicadores após cada ação

O relatório automatizado permite acompanhar a efetividade de cada intervento. Uma métrica pode piorar antes de melhorar, especialmente quando a empresa implementa novos canais de escuta e os colaboradores sentem confiança para se manifestar.

Quem quer saber mais sobre mensuração de riscos psicossociais pode conferir o texto “Riscos psicossociais: como mensurar e proteger sua empresa”, que aprofunda esses desafios.

Casos práticos: o que mostram as empresas que acompanham indicadores?

De acordo com a Sandora, empresas que passam a realizar o monitoramento automático relatam diminuição de afastamentos prolongados, redução da rotatividade e até impacto positivo na imagem da marca no mercado. Uma organização de médio porte, por exemplo, notou que ao incluir as avaliações periódicas, dobrou a procura pelo canal de apoio psicológico, ao mesmo tempo em que reduziu as queixas sobre assédio.

Outro segmento típico é o industrial, onde as normas internas podem gerar pressões constantes. Consultorias relatam que, ao focar em treinamentos e ampliar os canais de escuta, foram percebidas melhoras na autoestima das equipes e menos acidentes relacionados a distração e fadiga.

Reforçando, textos como “Prevenção de riscos psicossociais” dão insights valiosos para consolidar a cultura de cuidado e proteção ao colaborador.

Diferenciais ao escolher ferramentas de gestão

Relatórios auditáveis e integrações automáticas, como as da Sandora, otimizam tempo e elevam a confiança dos dados. A NR-1 exige evidências concretas sobre a gestão psicossocial. Assim, adotar tecnologia confiável traz segurança jurídica e facilita auditorias.

Mesmo empresas pequenas podem iniciar o acompanhamento, seja com plataformas digitais, seja com questionários internos. O fundamental é não adiar a primeira medição.

O primeiro indicador pode mudar a história de uma equipe.

Com o tempo, o processo se torna mais simples, intuitivo e adaptado à realidade de cada setor.

Conclusão

O acompanhamento de indicadores de saúde mental em empresas não é só uma tendência, já faz parte das práticas mais sólidas de gestão de pessoas. As experiências mostram que medir e agir traz bem-estar, reduz riscos legais e melhora resultados. Ferramentas como a Sandora tornam esse cuidado acessível, auditável e protegido por lei, além de serem simples de usar. Para proteger quem gera valor à organização, medir é o caminho.

Quer saber o nível de saúde mental na sua empresa e ter clareza sobre quais indicadores acompanhar? Faça seu diagnóstico gratuito com a Sandora e veja como cuidar dos colaboradores pode ser prático.

Perguntas frequentes sobre indicadores de saúde mental

Quais são os principais indicadores de saúde mental?

Os principais indicadores de saúde mental incluem absenteísmo, presenteísmo, índice de afastamento por questões psicológicas, duração média desses afastamentos, turnover, número e tipo de relatos em canais de denúncia, participação em treinamentos de saúde emocional, satisfação com o clima organizacional e encaminhamentos para apoio psicológico.

Como medir saúde mental dos colaboradores?

A medição pode ser feita a partir de pesquisas de clima organizacional anônimas, avaliações automatizadas de risco psicossocial, análise de indicadores de afastamento, monitoramento de canais de denúncia e acompanhamento da participação em programas de apoio emocional. Plataformas como a da Sandora podem automatizar essa coleta de dados e gerar relatórios auditáveis.

Indicadores de saúde mental valem a pena?

Sim. Os indicadores oferecem uma visão precisa sobre riscos e oportunidades dentro do ambiente de trabalho, permitindo ações preventivas e corretivas. Além disso, ajudam a empresa a se manter em conformidade com as exigências legais e a proteger o bem-estar dos colaboradores.

Como implementar a gestão de saúde mental?

O processo começa com o levantamento dos indicadores principais, seguido pela adoção de ferramentas de avaliação e coleta automática. É recomendável treinar lideranças, criar canais confidenciais de apoio psicológico e revisar periodicamente as políticas com base nos resultados. O acompanhamento constante e o engajamento da alta gerência fazem a diferença.

Onde encontrar ferramentas para gestão de saúde mental?

Ferramentas como o sistema integrado da Sandora oferecem soluções para diagnóstico, mensuração de riscos psicossociais, canal seguro de denúncias e treinamentos certificados. Elas automatizam todo o processo, garantem confidencialidade e ajudam na geração de relatórios para auditoria e tomada de decisão.

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